Mais
uma vez muito bem vindos a este espaço, nesta publicação vamos falar do Projeto
InovGrid.
domingo, 18 de maio de 2014
sábado, 17 de maio de 2014
Coordenação de Segurança em Obra
Boa
tarde hoje vamos abordar um dos temas prioritário das empresas do Grupo EDP, “Segurança
no acompanhamento de obras”.
A
segurança faz parte integrante da qualidade dos serviços e produtos das
Empresas do Grupo EDP, a EDP defende acima de tudo que nenhuma situação ou
urgência pode justificar pôr em perigo a vida de alguém.
Para
garantir que a segurança dos trabalhadores seja assegurada devem ser tidos em
conta os seguintes fatores:
O
Grupo EDP defende que se todos estes fatores forem minuciosamente tidos em
conta “todos os acidentes podem ser prevenidos”.
No
que toca à legislação aplicável, são identificadas as seguintes... :
O Decreto-Lei nº 273/2003 estabelece
as regras gerais de planeamento, organização e coordenação para promover a
segurança, higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção. Este é
aplicável a todos os ramos de actividade dos sectores privado, cooperativo e
social, à administração pública central, regional e local, aos institutos
públicos e demais pessoas colectivas de direito público, bem como a
trabalhadores independentes, no que respeita aos trabalhos de construção de
edifícios e de engenharia civil.
É aplicável a trabalhos de construção
de edifícios e a outros de engenharia civil que consistam, nomeadamente, em: a)
Escavação; b) Terraplanagem; c) Construção, ampliação, alteração, reparação, restauro,
conservação e limpeza de edifícios; d) Montagem e
desmontagem de elementos prefabricados, andaimes, gruas, e outros aparelhos
elevatórios; ….. h) Intervenções nas
infra-estruturas de transporte e distribuição de electricidade, gás e
telecomunicações.
O mesmo Decreto-Lei 273/2003
atribui diferenciadas responsabilidades aos seguintes intervenientes, são eles:
Na EDP, entende-se por Dono da Obra a Empresa que
contrata a execução da obra ou a prestação de serviços a uma empresa exterior.
O Dono da Obra pode delegar as suas
atribuições a uma pessoa de um nível dotado de autoridade, de competência e dos
meios necessários para a execução das operações previstas.
Coordenador em matéria de Segurança e Saúde durante a execução da Obra: anteriormente designado por Coordenador de Segurança em Obra (CSO),
a pessoa singular ou coletiva que executa, durante a realização da obra, as
tarefas de coordenação em matéria de segurança e saúde previstas no DL
273/2003.
Acompanhante de Obra: pessoa que exerce por conta do dono da obra, a fiscalização da execução
da obra, de acordo com o projeto aprovado, bem como do cumprimento das
disposições legais e regulamentares aplicáveis, atua na fiscalização da
construção, dos fornecimentos e montagens de obras e/ou equipamentos, afim de
verificar se a sua execução se mantém de acordo com o projeto e as condições do
respetivo caderno de encargos.
Entidade Executante: a pessoa singular ou coletiva que executa a totalidade ou parte da obra,
de acordo com o projeto aprovado e as disposições legais ou regulamentares aplicáveis;
pode ser simultaneamente o Dono da Obra, ou outra pessoa autorizada a exercer a
atividade de empreiteiro de obras públicas ou de industrial de construção
civil, que esteja obrigada mediante contrato de empreitada com aquele a
executar a totalidade ou parte da obra.
Gestor de Obra ou Gestor de Contrato: a pessoa singular na qual é atribuída, pelo Dono da Obra,
a competência de gerir os trabalhos referentes a um determinado contrato.
Coordenador em matéria de Segurança e Saúde durante a elaboração do
projeto da obra: anteriormente
designado por Coordenador de Segurança
em Projeto, a pessoa singular ou coletiva que executa, durante a elaboração
do projeto, as tarefas de coordenação em matéria de segurança e saúde previstas
no DL nº 273/2003.
No que toca a segurança no
acompanhamento de obras o DL nº 273/2003 menciona ainda o Plano de
Segurança e Saúde (PSS). O mesmo
consiste na Planificação da Segurança e Saúde no estaleiro (obra), e deve
caracterizar os riscos previsíveis e as medidas a adoptar para evitar acidentes, este é elaborado em
fase de projecto pelo autor do projecto. É desenvolvido pela Entidade
Executante (empreiteiro) para a fase de obra de modo a complementar as medidas
previstas. A implantação do estaleiro não pode iniciar-se sem que o PSS tenha
sido validado pelo CSO e aprovado pelo Dono de Obra.
O Plano de Segurança e Saúde é
obrigatório nas obras sujeitas a projeto e que envolvam:
- Trabalhos que impliquem riscos especiais, ou;
- A Comunicação Prévia da abertura do
estaleiro;
Nos trabalhos em que não seja
obrigatório o PSS, mas que impliquem riscos
especiais, a Entidade Executante deve elaborar FPS (Ficha Procedimentos
Segurança).
| Figura nº 2- Exemplos de trabalhos onde se verifica riscos especiais |
Coordenador segurança em projeto (CSP):
Coordenador segurança em obra (CSO):
O
Decreto-Lei nº 273/03 refere e diferencia as contra ordenações imputáveis aos
diferentes intervenientes.
Exemplos de Contra-Ordenações muito
graves impotáveis ao Dono de Obra:
-
Falta de PSS de projecto;
-
Não foi nomeado CSP;
-
Não foi nomeado CSO;
-
Não foi aprovado PSS obra;
-
Não impediu o início da implantação do
estaleiro sem a prévia aprovação do PSS.
Exemplos
de Contra-Ordenações muito graves impotáveis pela falta de PSE (Plano Segurança Estaleiro):
-
Não desenvolveu PSS de obra;
-
Omitiu-se de dar conhecimento do PSS ao
subempreiteiro;
-
Iniciou a implantação do estaleiro antes da
aprovação do PSS;
-
Não avaliou os riscos associados à execução
da obra;
-
Não organizou os registos do subempreiteiro
contratado por si.
Reflexão:
Caminhar
para o zero acidentes através de uma sólida disciplina operacional, de forma a
potenciar os comportamentos seguros e evitar os de risco é a grande ambição da
EDP Distribuição. As observações preventivas de segurança (OPS) mostram-se como
uma ferramenta de grande importância para a Linha Hierárquica gerir e
demonstrar o seu comprometimento com a Segurança, junto dos colaboradores
próprios e de prestadores de serviços externos (PSE).
É na
procura de atingir esse objetivo que no decorrer deste estágio tivemos a
oportunidade de assistir a encontros de segurança, promovidos pela EDP
Distribuição não só para os colaboradores da EDP mas também para os seus
prestadores de serviços externos (PSE). Estes encontros pretendiam a análise de
várias situações de possíveis acidentes, em que os trabalhadores analisam as
causas que levaram à ocorrência dos mesmos, e posteriormente as medidas que
deviam ter sido tomadas para que os mesmos não ocorressem.
Tive
também a oportunidade de participar numa reunião em Évora, onde estiveram
presentes o Diretor da área operacional (AO) de Évora, os representantes dos
trabalhadores da EDP e dos PSE, a reunião visava abordar os temas e métodos de
trabalho que poderiam ser melhorados de forma a proporcionar maior segurança e
comodidade aos trabalhadores.
Outra
das actividades que tenho desenvolvido por diversas vezes ao longo deste
estágio são as auditorias aos trabalhos no âmbito da segurança. As auditorias
pretendem a análise das condições e métodos de trabalho de forma a corrigir
algum procedimento menos adequado de onde pudesse advir dai algum risco para os
trabalhadores.
Algumas
destas ações tiveram ainda uma vertente de formação dadas no local dos
trabalhos, esta formação visa insistir nos riscos que são naturalmente inerentes
aos trabalhos desenvolvidos. A formação demonstra que caso os acidentes ocorram
com a devida utilização dos equipamentos de proteção individual e/ou coletivos
(EPI e EPC), as consequências no que toca a saúde dos trabalhadores são
ínfimas.
Deixo
de seguida o vídeo inerente à formação levada aos trabalhadores.
Espero
que tenham gostado e que esta publicação vos tenha sido útil.
Muito
Obrigado, Até à Próxima Publicação…
Vídeo:
Bibliografia:
1- EDP – Regulamento de Segurança para a execução de trabalhos para a EDP, Dezembro 2012;
2- EDP Distribuição – Segurança no Acompanhamento de Obras, Março 2012;
3- Decreto-Lei nº 273/03 de 29 de Outubro (Revisão da regulamentação relativa às condições de segurança nos estaleiros temporários ou móveis que revoga o Decreto-Lei n.º 155/95 de 1 de Julho), estabelece as regras gerais de planeamento, organização e coordenação para promover a segurança, higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção;
4- Diretiva nº 89/391/CEE de 12 de Julho (Diretiva Quadro da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho), relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores;
5- Diretiva nº 92/57/ CEE de 24 de Junho (Diretiva Estaleiros), relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde a aplicar nos estaleiros temporários ou móveis;
6- Mendes, A. Supervisão da prática pedagógica: uma perspetiva de desenvolvimento e aprendizagem, Abril 2003;
7- Rodrigues, M. A Formação dos Coordenadores de Segurança e Saúde na construção, Setembro 1999.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Policlorobifenilos (PCB´s) ...
Nesta
publicação vamos abordar o tema dos Policlorobifenilos (PCB´s), que ao longo de
vários anos têm levantado várias questões a nível ambiental e consequentes
malefícios para a saúde humana.
Os
PCB fazem parte de uma classe de compostos organoclorados provenientes do acréscimo
de átomos de cloro ao bifenilo, composto esse formado por anéis aromáticos interligados
por uma ligação simples carbono-carbono 1. Como pode ser observado mais a baixo
na figura nº 1, os PCB´s mostram diversas substituições possíveis dos átomos de
cloro, que variam de 1 a 10 átomos, e assim originando 709 moléculas distintas.
As
propriedades físico-químicas dos PCB´s influenciam tanto a sua dinâmica nos
compartimentos ambientais, tal como a sua utilização pela indústria como pode
ser observado na tabela numero 1.
Pelo
facto de serem praticamente incombustíveis, ostentarem baixa pressão de vapor
(temperatura ambiente), alta estabilidade térmica e química, serem resistentes
a bases e ácidos, os PCB`s tem sido utilizados de diversas formas, tais como, fluidos
dielétricos em transformadores e condensadores, tintas, lubrificantes
hidráulicos, entre outros. Existem na forma de sólidos (gorduras/resinas) como
de líquidos (óleos), não apresentam cheiro ou sabor, são pouco solúveis em
água, e a solubilidade diminui com o aumento do número de átomos de cloro na
molécula, estes são ainda muito solúveis em solventes orgânicos, gorduras
animais e óleos vegetais.
PCB`s e a sua História:
a)
No decorrer da década de 20, o recurso aos equipamentos elétricos generalizou-se
por todo o mundo, notadamente nos EUA, com a grande utilização de
transformadores elétricos. Estes tipos de equipamentos eram até então isolados unicamente
por óleos de origem mineral, alcançados pela destilação do petróleo, e como
tal, de natureza combustível. Durante esta época, ocorreram diversos casos de
incêndio, geralmente provocados por arco elétrico nos transformadores, que despoletavam
a combustão do líquido isolante e a consequente propagação do fogo.
b)
Durante a década de 30 a regulamentação pública nos EUA relativa as instalações
elétricas, impôs que os transformadores em subestações no interior dos prédios
habitacionais ou naqueles onde houvesse
o risco de incêndio, fossem fabricados com líquido isolante não inflamável e
não propagador de chama. Desde então, foram desenvolvidas várias formulas de
óleos isolantes para transformadores baseadas nas PCB´s, devido à sua
característica de não flamabilidade.
As
formulas baseadas na utilização de PCB`s oferecem boas características
isolantes, grande durabilidade e enorme eficácia quanto à não propagação de
chama. Nas condições de falha em transformadores, a mistura é praticamente não
inflamável, desta forma, a sua utilização como líquido isolante de segurança
foi amplamente difundida por todo o mundo.
c)
Nos anos 60, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou um programa de
monitorização global identificando alguns poluentes considerados perigosos.
Este
estudo demonstrou que os PCB`s estavam globalmente dispersos no meio ambiente terrestre,
e passaram a pertencer ao grupo dos poluentes referenciados.
d) No
ano de 1968, na cidade de Yusho, capital da ilha de Kyusho, no Japão, ocorreu o
sobreaquecimento de um dos equipamentos utilizados na produção de alimentos. O
líquido refrigerante utilizado de modo a remediar a situação era à base de PCB`s
e foi acidentalmente misturado ao óleo comestível. A população de Yusho passou
a manifestar um conjunto de sintomas patológicos, designados então de "Mal
de Yusho", que incluíam cloroacne, hiperqueratose, bronquite, edema e entorpecimento
dos membros, entre outros. Estas ocorrências foram atribuídas à ingestão dos
PCBs misturadas ao óleo destinado à alimentação.
e)
Na mesma época do ocorrido na cidade de Yusho, numa zona habitacional construída
sobre um antigo aterro químico já encerrado, pertencente à Westinghouse
Electric corporation, designado de Love Canal, no estado de Nova Iorque, EUA,
foram detectados PCB`s no solo e lençol freático. Os mesmos sintomas foram
observados entre a população exposta.
f) No
ano de 1971 a Monsanto, maior produtor mundial de compostos químicos à base de
PCB`s, limitou as utilizações dos seus produtos, devido à repercussão dos
acidentes.
g) No
ano de 1975 a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (USEPA), enviou
ao congresso Norte Americano o projeto Lei de Controle de Substâncias Tóxicas
(TSCA) onde estão identificados os PCB`s.
h)
Estudos posteriores aos acidentes de Yusho e Love Canal comprovaram que vários
dos sintomas observados em ambos os episódios eram, na realidade, devidos às
“bibenzo-dioxinas policloraras” e aos “dibenzo-furanos policlorados”. Estas
substâncias são formadas a quando da oxidação parcial dos PCB`s em condições de
carência de Oxigênio ou energia. A pesar destas constatações, os PCB`s não foram
retiradas do TSCA em função dos seus vários efeitos nocivos ao meio ambiente e à
saúde. Embora as sucessivas alterações introduzidas na legislação norte americana,
os mecanismos relativos à proteção humana e ambiental permanecem os mesmos.
Identificação dos Riscos
A
avaliação dos efeitos danosos sobre a saúde humana originados pelos PCB`s deve ter
em consideração o modo de exposição, a duração da exposição e a composição da
mistura de PCB`s. Tais variáveis influenciam nos efeitos e nos grupos sujeitos
à exposição por PCB`s.
A estabilidade química e a ampla dispersão de
produtos contendo PCB`s, principalmente na primeira metade do século XIX, levou
a que tais compostos fossem encontrados em grandes concentrações nos mais
distintos compartimentos ambientais. Este fato devesse à descarga destes compostos no meio ambiente, resultado
das atividades humanas. A exposição de organismos aos PCB`s ocorre através da
ingestão e contato direto com a água, alimentos e sedimentos contaminados e
também pela inalação.
Os
PCB`s com poucos átomos de cloro e baixo valor Kow (fator de hidrofobicidade) são rapidamente
expelidos, enquanto que os PCB`s com grande quantidade de átomos de cloro na
molécula são expelidos de forma mais lenta.
Uma das consequências da exposição aos PCB`s é
o cloroacne, uma escamação dolorosa que afeta a pele, semelhante ao acne. Essas
substâncias quando dentro do organismo dos seres vivos são transportados pela
corrente sanguínea até aos músculos e fígado, devido ao fato de serem
extremamente lipofílicos, tendem a acumular-se nos tecidos adiposos viscerais
onde, estimulando as enzimas hepáticas, provocam anomalia na função do fígado.
Além do cloroacne, são observados os seguintes efeitos nos seres humanos, são
estes, hiperpigmentação, problemas oculares, irregularidade menstrual, elevação
do índice de mortalidade por cancro do fígado e vesícula biliar, dores
abdominais, tosse crónica, dor de cabeça, fadiga e nascimentos prematuros com
deformações.
Estudos
toxicológicos efetuados em cobaias têm evidenciado que a contaminação por PCB`s
pode originar variações nas funções reprodutivas dos organismos, como na
maturação sexual e efeitos teratogénicos. Estes efeitos permitem aos PCB`s propagar-se
ao longo de toda a cadeia trófica, através da bioacumulação. É de salientar que
os efeitos tóxicos dos PCB`s variam com o modo de exposição, idade, sexo e com
a área de exposição do corpo onde há a concentração dos PCB´s.
Possíveis Fontes Poluidoras
Os
bifenilos policlorados (PBC`s) podem chegar ao meio ambiente através de
derrames acidentais aquando do seu transporte ou utilização, ou ainda de incêndios
de produtos que contenham PCB`s.
Outra
das fontes poluidoras são os depósitos de resíduos perigosos, eliminação ilegal
ou inadequada de resíduos. Este perigo ainda está presente em descargas de
antigos transformadores elétricos contendo PCB`s, assim como na incineração de
resíduos urbanos. Outra fonte adicional de PCB`s é a volatilização dos aterros
contendo transformadores.
Destino e Transporte dos PCB`s
O
destino e comportamento dos PCB`s no meio ambiente são influenciados pelas suas
caraterísticas físico-químicas, nomeadamente a sua pressão de vapor,
solubilidade em água e restetiva lipofilicidade. Os PCB`s menos clorados
possuem pressão de vapor e solubilidade em água superior aos mais clorados, os
quais são mais lipofílicos. Estas diferenças desempenham um grande efeito na
persistência, e respetivo coeficiente de partição entre os diferentes
compartimentos ambientais.
Devido
às caraterísticas atrás mencionadas, os PCB`s ostentam alta resistência à
degradação. Ao serem libertados no meio ambiente, tendem a acumular-se nos
organismos.
Devido
à sua alta estabilidade química, oferecem grande resistência à degradação e
podem gerar compostos secundários extremamente tóxicos como dibenzodioxinas e
dibenzofuranos por oxidação parcial.
A introdução
dos PCB`s na cadeia alimentar ocorre devido à sua capacidade de bioacumulação, processo
pelo qual ocorre a acumulação do contaminante proveniente da absorção e
eliminação simultânea, e de biomagnificação, consequente da acumulação da
concentração do contaminante nos tecidos dos organismos vivos na passagem de
cada nível trófico da cadeia alimentar.
A lipofilicidade dos PCB`s, a estrutura e
dinâmica da cadeia alimentar, onde a concentração do contaminante aumenta com a
cadeia trófica, determinam o seu potencial de biomagnificação. Desta forma, o
ser humano está sujeito a uma grande exposição aos contaminantes, pelo fato de
ocupar o último nível trófico da cadeia alimentar.
Visto o que foi exposto anteriormente, é
possível traçar o percurso dos PCB`s no meio ambiente, conforme mostra a figura nº 2.
Figura nº
2- Percurso dos PCB`s no meio ambiente
Reações
No
que toca aos processos biológicos, os PCB`s em ambiente aquático podem sofrer a
biodegradação pela ação do metabolismo dos microrganismos, o que pode suceder
em condições aeróbias ou anaeróbias, em qualquer uma das formas trata-se de um
processo lento.
Outra
reação que pode ser relacionada aos bifenilos é a degradação intencional, este
método é utilizado para eliminação de PCB`s através da incineração a grandes temperaturas.
Contudo, em consequência deste processo, compostos secundários altamente
tóxicos, tais como o PCDF (policlorodibenzofurano) e PCDD
(policlorodibenzodioxinas), podem ser gerados pela sua combustão inadequada.
Formas de “Remediação” dos PCB`s no
Ambiente
A
remediação destes composto pode acontecer através da aplicação de técnicas de
escavação e remoção, seguidas de incineração. Outras técnicas são a lavagem do
solo ou a respetiva destruição no local.
A
técnica mais apropriada é a biorremediação onde, são empregadas algumas
espécies de bactérias ou fungos capazes de utilizar o bifenilo como fonte de
carbono e energia e desta forma, degradar o PCB. As espécies de bactérias usadas
são, as Achromobacter, as Acinetobacter, as Alcaligenes eutrophus e a espécie
de fungo utilizada são as Phanerochaete chrysosporium.
REFLEXÃO
Este
é um problema atual e identificado em diversos locais, ainda que o cidadão
comum não esteja ciente, estes poluentes afetam de forma negativa a nossa
saúde, podendo advir deles consequências bastante graves.
De
forma a combater os focos de poluição causados por estes agentes, devem ser
tomadas medidas que possibilitem combater os impactos ambientais dai
resultantes.
Como
aluno finalista da licenciatura em Saúde Ambiental, as disciplinas de
Bioquímica, Microbiologia, Toxicologia e Química permitiram-me compreender e
estudar esta temática. Através das disciplinas mencionadas adquiri as bases
sólidas que me permitiram o estudo e a compressão daquilo que são os PCB`s, enquanto
estrutura e complexidade de movimentos entre os diferentes meios. Assim como as
medidas e cuidados que devem ser tidos em conta na procura da sua eliminação do
ambiente.
Para
uma mais breve compreensão relativamente a esta temática deixo-vos com um
pequeno vídeo explicativo de um problema causado pelos PCB`s no Rio Hudson
situado em Manhattan USA, o vídeo foi elaborado pelo Dr. Bill Chameides, “Dr. Chameides is dean of Duke's Nicholas
School of the Environment and a member of the National Academy of Sciences”.
Espero
que tenham gostado e até à próxima publicação…
Muito
Obrigado J
Bibliografia:
1-Brown, J. Determination of PCB metabolic, excretion, and accumulation rates for use as indicators of biological response and relative risk. Environ. Sci. Technol. 28(13):2295–2305, Setembro 1994;
2- Agency
for Toxic Substances and Disease Registry (ATSDR): Toxicological profile for
polychlorinated biphenyls (PCBs). Atlanta, GA: U.S. Department of Health and
Human Services, Janeiro 2000;
3- UNEP
Chemicals: PCB transformers and capacitors: From management to reclassification
and final disposal, Setembro 2002;
4- International
Agency for Research on Cancer (IARC): IARC Monographs on the Evaluation of
Carcinogenic Risks to Humans, Supplement 7, Overall Evaluations of
Carcinogenicity. An Updating of IARC Monographs Volumes1-42, Junho 1987;
5- Agência Portuguesa do Ambiente (APA): Guia de Boas
Práticas – Gestão de Equipamentos com PCB, Março de 2010;
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